Trump desembarca em Pequim nesta quarta-feira para a primeira visita de Estado de um presidente americano à China em nove anos. O objetivo é buscar avanços em temas como Irã, comércio e Taiwan.
Os encontros com Xi Jinping estão marcados para quinta e sexta-feira, no Grande Salão do Povo. A dupla deverá ainda realizar uma visita conjunta ao Templo do Céu, símbolo histórico das dinastias chinesas.
A comitiva americana traz mais de uma dúzia de executivos, entre eles Elon Musk, Tim Cook, Larry Fink e Kelly Ortberg. O objetivo é ampliar compras chinesas de soja, carne bovina e aeronaves da Boeing.
Agenda principal
No Irã, Washington espera que Pequim pressione Teerã a negociar o fim do conflito, já que a China é grande parceira comercial do Irã e grande compradora de petróleo. A pauta envolve eventual cessar-fogo e acordos.
Sobre Taiwan, a China exige concessões em relação à autonomia da ilha. Os EUA buscam manter o equilíbrio entre cooperação econômica e garantias de defesa, sem sinalizar recuos diplomáticos.
Na arena tecnológica, Pequim deseja o recuo de controles norte-americanos sobre exportação de tecnologia de semicondutores. Estados Unidos defendem mecanismos para evitar transferência de tecnologia sensível.
Contexto e desdobramentos
Após o encontro de 2023 na Coreia do Sul, as dinâmicas mudaram: Washington suspendeu tarifas e a China flexibilizou restrições a terras raras. Hoje, porém, Pequim ampliou seu poder de pressão econômica.
Analistas avaliam risco de Trump ceder em compromissos com Taiwan para obter avanços no Irã ou em áreas comerciais. Qualquer mudança de tom pode gerar preocupação em Taipei e em aliados na região.
Os dois lados discutem a criação de um conselho bilateral de comércio e outro de investimentos, com foco em cooperação econômica estável e previsível.
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