O hospital de MSF em Lankien, no estado de Jonglei, em South Sudan, foi atacado por bombardeio aéreo, incendiado e saqueado após o início de operações militares. O ocorrido ocorreu entre 3 de fevereiro e a invasão terrestre que seguiu, levando ao fechamento definitivo da unidade de 80 leitos. A violência interrompeu serviços maternos, pediátricos e de doenças crônicas na região.
A equipe de MSF visitou Lankien pela primeira vez em semanas, desde a decisão de encerrar o atendimento. Ao desembarcar, os médicos verificaram estruturas destruídas, ar-condicionado destruído, armazéns incendiados e equipamentos saqueados. A hospitalidade local, marcada por líderes tradicionais, contrastava com o cenário de devastação.
Quem esteve envolvido
- Médicos sem Fronteiras (MSF): operavam há mais de 30 anos a unidade de Lankien.
- Comunidade de Lankien: moradores que retornaram após períodos de deslocamento forçado.
- Autoridades locais de Nyirol: presença de comitês comunitários na recepção dos visitantes.
Quando e onde
- Março a abril de 2026: visita de MSF ao hospital após o ataque.
- Local: Lankien, município de Nyirol, Jonglei, Sudão do Sul.
Por quê
- Ação militar entre as forças SSPDF, fiéis ao governo, e o SPLM-IO provocou despejos forçados e violência contra infraestrutura de saúde.
- MSF encerrou o hospital após operações militares e relatos de risco. A organização qualificou o ataque como parte de uma tendência grave de violência contra serviços de saúde no país.
Destruição e impacto humanitário
- O hospital era a única segunda linha de atendimento na região, oferecendo assistência materna, pediátrica e tratamento para malnutrição e malária.
- Não havia camas, cadeiras ou dispositivos funcionais; muitos veículos de MSF foram saqueados ou danificados.
- A área de cadeia de frio foi incendiada, destruindo estoques críticos de medicamentos e suprimentos.
Deslocamento e risco
- O Comissariado de Direitos Humanos da ONU destacou ataques indiscriminados contra civis em toda a região.
- O Unocha aponta que 1,4 milhão de pessoas em Jonglei ficaram sem acesso a saúde devido a saques e destruição de instalações.
- A crise alimentar se agrava, com alerta de fome em quatro condados e 7,8 milhões de sul-sudanenses em insegurança alimentar entre abril e julho de 2026.
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