O presidente dos EUA veio à China para uma agenda oficial de três dias, recebendo Xi Jinping em Pequim. O tema central é Taiwan, considerado parte inseparável da China pelo governo chinês. Os EUA não reconhecem a independência taiwanesa, mas apoiam o governo de Taiwan de forma política, econômica e militar.
Trump afirmou que pretende discutir com Xi a venda de armas americanas para Taiwan, assunto que costuma provocar atritos entre as duas potências. Pequim vê qualquer aproximação entre Washington e Taipei como intervenção em assuntos internos.
A China tem intensificado exercícios militares ao redor de Taiwan e pressionado diplomaticamente para isolar a ilha. A posse de Lai Ching-te, visto como favorável à autonomia, elevou a tensão na região nos últimos meses.
Contexto estratégico
Taiwan concentra boa parte da produção mundial de semicondutores, componentes cruciais para tecnologia moderna. O país responde por grande parte da fabricação de chips de ponta, usados em smartphones, computadores e sistemas de defesa.
Especialistas apontam que Xi pode buscar concessões de Washington sobre tarifas e futuras vendas de armas. Um recuo dos EUA seria visto como vitória para a China e revés para Taiwan, que busca ampliar investimentos em defesa frente à pressão regional.
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