Novos ataques no Golfo acirram tensões enquanto Trump visita a China e negociações envolvendo o Irã seguem em andamento. Um cargueiro indiano afundou após ser atingido em águas próximas a Omã; outro navio de pesquisa foi tomado por forças iranianas. A situação ocorre no contexto de disputas sobre a passagem pelo estreito de Hormuz.
A Casa Branca informou que o tráfego pela via marítima foi tema das conversas entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder chinês Xi Jinping, durante encontro em Pequim. Os dois teriam decidido pela necessidade de manter Hormuz aberto, segundo nota do governo americano.
Desde o início da guerra, Teerã impõe restrições quase totais à passagem, anteriormente responsável por cerca de 20% do comércio global de petróleo e gás. Washington mantém bloqueio a portos iranianos desde abril, elevando a pressão sobre o Irã e impactando mercados.
Separadamente, o cargueiro indi
ano que transportava gado da África para os Emirados Árabes Unidos afundou após ser atingido, com 14 tripulantes resgatados pela guarda costeira de Omã. A Vanguard, empresa de segurança marítima, aponta possibilidade de ataque por míssil ou drone.
No mesmo dia, a UKMTO informou que pessoas não autorizadas embarcaram em um navio ancorado perto de Fujairah, norte do Golfo de Omã, e o conduziram para águas iranianas. O navio de pesquisa Hui Chuan, com bandeira hondurenha, foi tomado e, segundo fontes, o contato foi perdido.
A Guarda Revolucionária Islâmica afirmou ter permitido a passagem de 30 navios pelo estreito desde a noite de quarta-feira, segundo a Fars News Agency. Apesar disso, o fluxo permanece abaixo dos níveis de antes da guerra, quando cerca de 140 embarcações cruzavam a rota diariamente.
A tensão se intensifica à medida que Teerã acusa os Emirados Árabes Unidos de participação na hostilidade na região. O Irã também mencionou uma reunião atribuída a Israel nos Emirados, que Abu Dhabi nega. O governo iraniano sustenta que países da região apoiam ações contra o Irã.
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