Um funcionário da Casa Branca afirmou que o presidente chinês, Xi Jinping, é contrário a qualquer cobrança de pedágio pela navegação no Estreito de Hormuz e manifestou interesse em ampliar a compra de petróleo dos EUA para reduzir a dependência dessa rota no futuro. A declaração ocorreu durante encontro com o presidente americano Donald Trump em Pequim, na quinta-feira.
Segundo o funcionário, Xi sinalizou que não apoia cobranças para passagem de navios no Estreito. O comunicado oficial chinês sobre o encontro não listou energia entre os temas, mas informou que os chefes de Estado trataram de questões do Oriente Médio.
A notícia ocorre em meio a pressões sobre o suprimento global de petróleo causada por tensões na região. O Irã, após ataques aéreos, houve interrupção de parte das rotas de exportação, o que elevou preços e reacendou o debate sobre rotas seguras de energia.
Contexto diplomático e energético
O trecho de Hormuz é visto como estratégico para o abastecimento global. Os EUA mantêm bloqueios para impedir a passagem de navios pelo Golfo Pérsico, enquanto a China é o principal importador global de petróleo e gás, e os EUA, o maior produtor mundial. Em 2025, o comércio entre as duas potências foi impactado por tarifas.
Segundo a autoridade americana, Xi e Trump concordaram que o estreito precisa permanecer aberto para assegurar o livre fluxo de energia. A menção de energia no encontro chinês, porém, não foi destacada no comunicado oficial de Pequim. Autoridades de ambas as partes afirmam buscar estabilidade nas rotas energéticas.
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