Durante encontro na China nesta quinta-feira, Donald Trump e Xi Jinping discutiram a necessidade de manter o estreito de Hormuz aberto, rejeitando a militarização da passagem e a cobrança de pedágio sugerida pelo Irã. A reunião ocorreu no país e envolveu as lideranças dos EUA e da China, com foco diplomático.
Segundo a Casa Branca, o diálogo também tratou de evitar bloqueios que agravem tensões regionais. O estreito de Hormuz é passagem estratégica para o petróleo e gás, afetando diretamente o comércio global.
Desde o início da Guerra, Teerã impôs restrições à passagem. Entretanto, a trégua vigente desde abril ainda não solucionou plenamente as controvérsias, com os EUA mantendo a verificação de portos iranianos. A China depende de petróleo do Oriente Médio para mais da metade de suas importações marítimas.
Panorama Econômico
Analista observa que a pauta de Hormuz pode ter peso maior do que a situação envolvendo Taiwan, pela relevância de insumos como fertilizantes. O mundo pode enfrentar impactos caso haja interrupções adicionais no fluxo de suprimentos.
O preço da ureia, componente-chave do fertilizante, registrou alta expressiva entre fevereiro e maio, o que preocupa produtores e agricultores. O deslocamento da rota de petróleo pode influenciar custos logísticos e de produção em várias regiões.
Para a China, a avaliação é de que este é um momento para buscar maior estabilidade regional. A leitura é de que Pequim pode exigir contrapartidas no acordo diplomático, a fim de fortalecer seu posicionamento relativo a Taiwan.
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