O protesto ocorreu em Havana durante uma onda de apagões que afetam a cidade e a ilha. Milhares de cubanos foram às ruas na noite de quarta-feira, em bairros periféricos, para exigir o fornecimento de energia. A escassez é associada ao bloqueio naval imposto pelos EUA, que reduz o abastecimento de combustível.
Centenas de moradores bloquearam vias com pilhas de lixo em chamas, bateram panelas e clamaram por eletricidade. A Reuters acompanhou marcas de manifestantes pacíficos em diferentes pontos da capital, marcando a maior noite de protestos na cidade desde o início da crise energética.
Segundo relatos locais, houve retorno parcial de energia em alguns bairros, levando à dispersão de parte das pessoas. A polícia esteve presente, porém atuou de forma contida, sem intervenções generalizadas.
Contexto da crise e combustível
O ministro de Energia e Minas, Vicente de la O Levy, afirmou que o país ficou sem diesel e óleo combustível, descrevendo a rede como em estado crítico. Anunciou que muitos distritos tiveram quedas de energia entre 20 e 22 horas diárias.
O governoCubano afirmou que negocia a importação de combustível apesar do bloqueio, mas elevadas cotações globais de petróleo complicam o processo. O país recebeu apenas um grande carregamento de petróleo bruto desde dezembro, aliviando parcialmente a situação em abril.
Contexto internacional e impactos
O bloqueio dos EUA, agora em seu quarto mês, é apontado como principal fator da atual escassez. Nações Unidas classificaram o embargo como ilegal, destacando impactos na alimentação, educação, saúde e saneamento. Cuba segue buscando alternativas para reduzir os apagões.
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