Donald Trump afirmou duas vezes, nesta semana, ter interesse em tornar a Venezuela o 51º estado dos EUA. A afirmação mais recente apareceu em uma publicação no Truth Social, com um mapa em que a Venezuela fica coberta pela bandeira norte-americana.
A reação oficial foi contida. O governo venezuelano, que já havia criticado declarações anteriores sobre soberania, permaneceu em silêncio na maior parte do tempo, com uma breve declaração da presidente interina Delcy Rodríguez na segunda-feira.
Contexto político
Delcy Rodríguez e o chavismo vêm buscando equilibrar a relação com Washington desde a ação militar dos EUA em Caracas, em janeiro. O governo tem promovido uma abertura econômica gradual, incluindo atração de investimentos e participação privada no setor de energia.
O discurso público em Caracas ficou mais moderado após as declarações de Trump, com Rodríguez afirmando que a Venezuela não é uma colônia e que tem soberania, embora não tenha reiterado planos de adesão aos EUA.
Reações locais
Analistas ressaltam que o governo tenta evitar confrontos diretos com Washington neste momento, enquanto tenta manter apoio doméstico. Comentários de especialistas destacam que a postura atual visa preservar espaço político diante de pressões externas.
Entre apoiadores, houve manifestações de descontentamento com a atuação dos EUA, com internautas e grupos oficiais defendendo a defesa da independência venezuelana e criticando intervenções externas.
Perspectivas
Especialistas indicam que a administração de Rodríguez pode continuar buscando cooperação internacional para reestruturar a economia, mantendo relação pragmática com Washington, sem abrir mão de soberania. A situação permanece em observação por analistas e governos da região.
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