Pequim recebeu na quinta-feira a visita do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em uma tentativa de redefinir a relação bilateral. Xi Jinping celebrou um “novo posicionamento” que combina cooperação com competição comedida, segundo comunicado do Ministério das Relações Exteriores da China. A viagem vai até sexta, em meio a tensões regionais e a um clima doméstico de aprovação pressionado por fatores externos.
Segundo o governo chinês, os dois líderes concordaram que um relacionamento construtivo e estrategicamente estável guiará os laços nos próximos três anos e além. A visão é baseada em cooperação, com uma competição contida para manter a paz e a estabilidade necessária entre as duas maiores economias.
Analistas interpretam a proposta de “estabilidade estratégica construtiva” como uma evolução das relações, buscando moldar o cenário com menos atrito e mais governança institucional. Observadores destacam que o tom positivo não elimina conflitos, sobretudo em temas como Irã e sanções.
Apesar do otimismo, especialistas ressaltam que atritos permanecem, o que pode desafiar a durabilidade da nova estrutura. Em discurso durante um banquete de Estado, Xi destacou que EUA e China devem ser parceiros, não rivais, mas advertiu sobre riscos de manejo inadequado da questão de Taiwan.
Ao mesmo tempo, Washington continua impondo sanções a empresas chinesas, o que contribui para uma dinâmica complexa entre as duas potências. A visita ocorre em um momento de alerta internacional e com o desgaste causado pela guerra no Oriente Médio, que afeta cenários internos em ambos os países.
Fonte: informações de agências internacionais e autoridades chinesas sobre a reunião entre Xi Jinping e Donald Trump em Pequim.
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