O Brics encerrou duas semanas de reuniões em Nova Delhi sem emitir uma declaração conjunta. Diplomatas dos 11 membros — entre eles Irã e Emirados Árabes Unidos — participaram de dois dias de talks, mas não chegaram a um texto final.
O Irã pediu que o bloco condenasse a guerra entre EUA e Israel e acusou o UAE, aliado dos EUA, de envolvimento direto em operações militares. Desde o início do conflito, o Irã afirma ter reagido a ataques a bases e instalações militares americanas.
O Ministério das Relações Exteriores da Índia informou que houve divergências entre membros sobre a situação no Oriente Médio e na Ásia Ocidental, o que afastou um consenso na nota final. O chanceler iraniano citou um veto de um país não detalhado.
Divergências e temas comuns
A nota final apontou posições diversas no grupo, que vão desde a defesa do rápido diálogo até o respeito à soberania e à integridade territorial. Também houve ênfase na defesa do direito internacional, no comércio marítimo seguro e na proteção de infraestrutura civil.
A comunicação mencionou ainda a defesa de uma solução para a Palestina, destacando a Faixa de Gaza como parte do Território Palestino Ocupado. Houve reservas de um membro sobre a parte da mensagem referente a Gaza.
Contexto regional e global
A nota indicou que os ministros enfatizaram a importância do Sul Global como motor de mudanças positivas e pediram união entre países em desenvolvimento para enfrentar desafios globais. O Brics já conta com 11 membros e 10 países-parceiros, com o bloco buscando maior coesão.
Notas adicionais indicam que, apesar das divergências, o Brics pretende manter o diálogo e planeja novas reuniões com foco em cooperação econômica, segurança marítima e direito internacional. Com informações da Agência Brasil.
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