Na quinta-feira, nacionalistas de Israel realizaram uma marcha em Jerusalém para marcar o aniversário da captura e anexação da cidade. O ato, patrocinado pelo Estado, teve cânticos contra árabes e palestinos e seguiu uma linha cada vez mais radical nos últimos anos.
Entre os participantes, o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, ergueu uma bandeira israelense diante da mesquita de al-Aqsa, ao lado de apoiadores que defendiam que o Monte do Templo estaria sob domínio judeu.
Outro participante de destaque foi o ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, que integrou o ato. Também estiveram presentes manifestantes vindos de diversas regiões de Israel e de assentamentos na Cisjordânia, com organização financeira da prefeitura de Jerusalém e de ministérios do governo.
Na sequência, o Guardian mostrou que muitos moradores palestinos da Cidade Velha fecharam lojas e voltaram para casa antes do início da marcha. Mesmo assim, grupos judeus radicais entraram em confronto com moradores restantes, com cadeiras arremessadas e houve dispersão pela polícia.
Apoiadores do governo e de grupos de direita disseram protagonizar o evento, enquanto militantes do grupo Standing Together atuaram para proteger moradores palestinos. Segundo o organizador do grupo, 400 voluntários participaram, número considerado recorde.
Um participante ultraortodoxo, que viajou do norte do país, relatou ter ficado preocupado com a violência promovida por parte de alguns membros da sua comunidade e afirmou sentir necessidade de agir para defender o respeito às convicções religiosas.
A cobertura internacional indicou que, mesmo com a presença de muitos apoiadores, houve tensão entre defensores do ato e parte da população local, dificultando a percepção de segurança pública na área.
Entre na conversa da comunidade