O ministro da Fazenda, Dario Durigan, viajou neste final de semana à França para participar de reuniões do G7, encontros bilaterais e discussões sobre inteligência artificial, energia e minerais críticos. A viagem marca a segunda saída internacional desde que assumiu o cargo, após a saída de Fernando Haddad para disputar o governo de São Paulo. A agenda começa em Paris na segunda-feira, dia 18, com a participação de ministros das Finanças e presidentes de bancos centrais do grupo, com o Brasil como país convidado.
A agenda do G7 inclui diálogos oficiais com representantes da sociedade civil e do setor privado francês. Durigan participa de uma mesa redonda promovida pela revista Le Grand Continent e tem um almoço na redação do jornal Le Monde, em Paris. Na parte da tarde, ele visita a startup francesa de IA Mistral AI e se reúne com o CEO da empresa. À noite, participa do jantar ministerial do grupo.
Na terça-feira, o ministro cumpre reuniões do G7 e diversos encontros bilaterais. Entre as pautas estão a reunião com Anne Le Hénanff, autoridade francesa em IA, e com a ministra das Finanças do Japão, Satsuki Katayama. Durigan também tem encontro com Fatih Birol, diretor-executivo da Agência Internacional de Energia. A agenda ocorre em meio a tensões globais sobre abastecimento energético.
Durante participação em programa da TV Brasil, o ministro afirmou que pretende apresentar o Brasil como uma alternativa estratégica no mercado global de minerais críticos. Os minérios são considerados essenciais para indústria tecnológica e para a transição energética. A ideia é ampliar investimentos estrangeiros no setor sem abrir mão do controle nacional dos recursos.
Durigan aponta que o governo busca incentivar a industrialização local e a agregação de valor à produção brasileira. O objetivo é evitar que o país permaneça apenas como exportador de matérias-primas, fortalecendo a cadeia mineral nacional ligada ao sistema energético. A aposta é tornar o Brasil um polo de processamento e inovação.
Entre na conversa da comunidade