Quatro membros de uma mesma família foram mortos a tiros na província de Manabí, no noroeste do Equador. A violência ocorreu em meio ao estado de exceção decretado pelo presidente Daniel Noboa para enfrentar o crime organizado. A Polícia informou o caso neste martes (18/5).
A ação ocorreu na localidade rural de San Isidro, onde pistolas e fuzis foram usados por pistoleiros em um ataque contra um grupo de pessoas. Um dos mortos integrava uma facção narcotraficante que, segundo boletim policial, recebia ameaças recentemente.
Na sexta-feira anterior, outro massacre ocorreu na quadra de voleibol do porto de Manta, também em Manabí, resultando em cinco mortes e quatro feridos. A sequência de violência ocorre apesar da estratégia de segurança adotada pelo governo.
Contexto da crise e medidas
Manabí está entre as nove províncias sob estado de exceção desde abril, com toque de recolher noturno por duas semanas até esta segunda-feira. O governo mantém a presença militar nas ruas para coibir o crime organizado, com apoio dos Estados Unidos.
A violência no país persiste sob o regime de Noboa, que tem adotado ações duras contra organizações criminosas. Organismos de defesa dos direitos humanos, porém, registram críticas a abusos cometidos por agentes durante operações de segurança.
Segundo a Polícia, o país continua a enfrentar altos índices de criminalidade. Dados de 2025 apontam taxa de homicídios de 51 por 100 mil habitantes, situando o Equador entre as nações mais inseguras da região.
A situação envolve ainda o tráfico de cocaína na região andina, com o Equador servindo como rota para produção viciada originária do Peru e da Colômbia, principais produtores mundiais. A gestão enfrenta pressão para equilibrar combate ao crime e respeito aos direitos civis.
Perspectivas
A investigação dos casos segue em andamento pela Polícia. Autoridades não detalharam motivação dos ataques nem identificação dos suspeitos. A população local permanece sob medidas de segurança reforçadas na região.
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