O desempenho de Donald Trump despencou para o patamar mais baixo de seu segundo mandato, com 37% de aprovação, segundo o levantamento do New York Times/Siena, realizado entre 11 e 15 de maio. A pesquisa aponta queda ligada ao conflito com o Irã, que gerou críticas entre eleitores.
Quase dois terços dos entrevistados consideram a decisão de ir à guerra como errada, inclusive uma grande maioria de eleitores independentes. A desaprovação também se concentrou na avaliação de custos da guerra para a economia e para o custo de vida.
A depender do conjunto de avalições, a população vê a condução da guerra como prejudicial em termos econômicos e sociais, o que coloca o Partido Republicano em posição incerta a poucos meses das eleições de meio mandato.
Desempenho econômico e custo de vida
Sessenta e quatro por cento dos eleitores desaprovam a gestão de Trump na economia, destacando preocupações com o custo de vida, inflação e impactos da guerra. Entre independentes, 69% desaprovam o desempenho do presidente.
Quase metade dos independentes (47%) dizem que as políticas de Trump os prejudicaram, elevação em relação a pesquisas anteriores. Em termos gerais, 44% afirmam ter sido prejudicados pelas políticas do governo.
Opiniões sobre o uso da força e o Congresso
A pesquisa registra ceticismo maior entre eleitores que não são republicanos quanto à autorização para o uso da força sem aprovação do Congresso. Três em cada cinco eleitores (63%) defendem que o presidente só possa agir com autorização legislativa, incluindo 27% dos republicanos.
Entre apoiadores de Trump, o sentimento permanece favorável à continuidade das operações contra o Irã, com 70% dos republicanos apoiando a retomada caso não haja acordo, e 73% acreditando que o objetivo de eliminar o programa nuclear poderia ser alcançado.
Reações de eleitores e contexto de eleições
Em entrevistas, alguns eleitores republicanos manifestaram frustrações com decisões sobre o Irã e com a comunicação sobre as metas de campanha, especialmente em relação à economia. Outros eleitores expressaram preocupação com o impacto econômico da guerra no bolso das famílias.
A gestão da economia desde o início do conflito recebeu críticas por indicadores como preço da gasolina e confiança do consumidor, que apresentaram deterioração. A pesquisa associa esse quadro de insatisfação a um ambiente eleitoral instável para o governo em meio aos debates sobre poderes de guerra.
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