O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou que uma possível ação militar dos Estados Unidos contra a ilha seria um “banho de sangue” e que Havana não representa ameaça. A declaração foi publicada por ele na X.
Ele reiterou que Cuba não tem planos agressivos contra outros países e que qualquer ataque dos EUA geraria consequências incalculáveis para a paz regional. O tom foi de defesa da soberania cubana.
As declarações chegam após a publicação da Axios, que informou aquisição de mais de 300 drones por Havana desde 2023, com possíveis planos de atacar bases e navios dos EUA. O governo cubano negou as informações.
Bruno Rodríguez, chanceler cubano, disse que Havana não ameaça nem deseja guerra e acusou Washington de fabricar um “caso fraudulento” para justificar sanções ou intervenção. Segundo ele, o país se ampara na legítima defesa.
Drones e tensões
Fontes próximas a Washington indicam que os EUA devem apresentar acusações contra Raúl Castro nesta semana, ligando-o ao episódio de 1996, quando dois aviões humanitários foram abatidos por Cuba. Não houve confirmação oficial sobre o andamento dessas medidas.
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