O tema ganhou as manchetes após uma entrevista no Pentágono, no dia 5, quando o secretário de Defesa dos EUA foi questionado sobre a existência de “golfinhos kamikazes” na guerra no Oriente Médio. A pergunta surgiu depois de relatos de que Teerã poderia usar golfinhos carregando minas para atacar navios americanos no Estreito de Ormuz. O oficial respondeu com tom irônico: não poderia confirmar nem negar a posse de tais animais, mas disse que o Irã “não tem nenhum”.
A reportagem do The Wall Street Journal, de 30 de abril, citou autoridades iranianas discutindo a possibilidade. A CNBC, porém, afirmou não haver confirmação pública de que o Irã detenha essa capacidade. Ao mesmo tempo, especialistas ressaltam que o uso de mamíferos marinhos em operações militares já é real há décadas.
Contexto histórico
A Marinha dos EUA mantém desde 1959 um programa de treinamento de golfinhos e leões-marinhos para detectar minas, identificar ameaças subaquáticas e realizar vigilância subaquática. Em nenhum momento o treinamento envolve ataques suicidas.
Funções atuais e avaliações técnicas
Especialistas consultados pela CNBC enfatizam que a função principal desses animais é a localização de minas e objetos submersos por meio da ecolocalização. Em áreas com baixa visibilidade, leões-marinhos podem atuar com eficácia complementar a equipamentos.
Panorama estratégico e histórico militar
O uso militar de golfinhos remonta à Guerra Fria. A União Soviética treinou animais para defesa, com parte do programa herdada pela Ucrânia após 1991. A Rússia teria reativado o uso após 2014. Há relatos não confirmados de que o Irã tenha adquirido golfinhos treinados de fontes da era soviética, mas não há evidência pública de programa operacional atual.
Implicações do debate atual
Em meio a tensões no Estreito de Ormuz, os EUA mantêm pressão militar para preservar a navegação na rota estratégica de petróleo. O cessar-fogo, segundo Washington, permanece em vigor, enquanto as autoridades monitoram ações do Irã. A polêmica sobre “golfinhos kamikazes” evidencia um campo pouco conhecido da guerra naval, onde animais treinados se apresentam como complemento de tecnologias de detecção.
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