O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) manifestou preocupação profunda com a disseminação e a velocidade do surto de Ebola na República Democrática do Congo (RDC). Entre os casos suspeitos, a OMS contabiliza cerca de 500, com aproximadamente 130 mortes suspeitas desde o início da atual crise. Camadas geográficas apontam Ituri como epicentro, no nordeste do país.
Também há registros em Kampala, Uganda, com um caso confirmado e uma morte. Além disso, houve confirmação de um cidadão americano positivo, transferido para a Alemanha, conforme divulgação da OMS. As informações refletem a evolução do surto conforme operações de campo ganham escala.
Tedros Adhanom Ghebreyesus, em reunião da Assembleia Mundial de Saúde em Genebra, destacou que os números podem mudar com o fortalecimento de vigilância, rastreamento de contatos e testes laboratoriais. O órgão vai reunir seu comitê de emergência nesta terça-feira para discutir recomendações de controle.
Desdobramentos e contexto de risco
O surto foi declarado uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (PHEIC) nas primeiras horas de domingo. A OMS citou casos em áreas urbanas como motivo de preocupação, dada a maior facilidade de transmissão nesses ambientes.
Casos entre trabalhadores de saúde sugerem possível disseminação em clínicas e hospitais. Além disso, há intenso movimento populacional na região, devido a trabalho e a conflitos que provocam deslocamentos. Ituri permanece em situação de alta insegurança.
O Bundibugyo, tipo de Ebola identificado, não possui vacina ou tratamento específico. A OMS informou que já houve confirmação de casos em Bunia, Goma (capital de North Kivu, controlada por grupos rebeldes), Mongbwalu, Butembo e Nyakunde.
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