Cuba teme que um ataque possa gerar um banho de sangue caso o governo americano decida agir militarmente. O presidente Miguel Díaz-Canel Bermúdez disse, em rede social, que ameaças de agressão representam crime internacional e podem desencadear violência e instabilidade regional.
Pouco depois, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos ampliou a lista de sanções contra autoridades de Havana. Entre os atingidos estão ministros, líderes no governo e responsáveis por órgãos de defesa e inteligência, em resposta à escalada de tensões entre os dois países.
Nesta segunda-feira, o navio panamenho Asian Katra chegou a Havana com ajuda humanitária enviada pelo governo mexicano. O carregamento soma cerca de 1.700 toneladas de suprimentos, fruto de contribuições mexicanas, de organizações civis do México e do Uruguai, segundo o embaixador mexicano em Cuba.
A partir de informações de inteligência, o site Axios informou que Cuba estaria adquirindo mais de 300 drones militares, com possível origem na China e no Irã, e que haveria estudos para uso em ações contra bases dos EUA, navios militares e a Flórida.
Especialistas internacionais analisam o cenário com cautela. Um professor de Harvard destacou a possibilidade de um impacto humano severo em caso de conflito, mencionando riscos de bombardimentos e deslocamentos de civis. Ele também mencionou a possibilidade de desinformação sobre capacidades cubanas para justificar uma intervenção.
Outro especialista, da Augusta University, interpretou a comunicação de Díaz-Canel como sinal de apreensão com o que é visto em Havana como uma tentativa americana de impor mudanças políticas e econômicas. Ele também sugeriu que a visita de autoridades americanas à Cuba pode ter sido um ultimato.
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