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EUA impõem restrições após avanço do ebola

Entrada restrita a viajantes que estiveram no Congo, Uganda ou Sudão do Sul nos últimos 21 dias, com reforço de triagem sanitária e monitoramento

EUA restringem entrada de estrangeiros que estiveram na República Democrática do Congo, em Uganda ou no Sudão do Sul nos últimos 21 dias
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O governo dos Estados Unidos adotou restrições de entrada para visitantes que estiveram em áreas atingidas pelo ebola. A medida foi anunciada pela CDC na segunda-feira, 18 de maio de 2026, após a OMS declarar emergência de saúde pública de interesse internacional. A regra vale por 30 dias.

A ordem limita a entrada de estrangeiros que, nos 21 dias anteriores, estiveram no Congo, em Uganda ou no Sudão do Sul. Não se aplica a cidadãos norte-americanos, nacionais dos EUA ou residentes permanentes legais, e há exceções para militares, funcionários do governo no exterior e familiares, conforme avaliação do Departamento de Segurança Interna.

A decisão busca reduzir o risco de entrada do vírus, levando em conta o período de incubação de até 21 dias, durante o qual uma pessoa pode viajar sem apresentar sintomas. A CDC informa que o risco imediato aos EUA é baixo, mas que as medidas são preventivas.

Situação do surto e respostas internacionais

O surto é causado pela cepa Bundibugyo do ebola. Segundo a Reuters, até o momento havia 393 casos suspeitos e 105 mortes suspeitas no leste do Congo, com 8 casos confirmados em laboratório. O epicentro fica na província de Ituri, com confirmação de caso em Goma, na região de Kivu do Norte.

A OMS declarou a emergência internacional após confirmar casos em Uganda. A organização ressaltou que, apesar do surto não atender aos critérios de pandemia, há alto risco de transmissão entre países. O CDC aponta que não há vacina amplamente aprovada nem tratamento antiviral específico para a cepa Bundibugyo.

Entre as medidas de resposta, há reforço da triagem sanitária em voos vindos das áreas afetadas, ampliação de rastreamento de contatos, testes laboratoriais e preparação de hospitais. Equipes do CDC foram enviadas para apoiar o controle do surto nos países afetados.

Além disso, o CDC informou que uma pessoa dos EUA testou positivo para o ebola enquanto trabalhava em um hospital no Congo. O paciente, junto com outras seis pessoas expostas, seria encaminhado à Alemanha para atendimento.

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