O governo dos EUA informou que vai ampliar o número de sul-africanos brancos admitidos como refugiados neste ano, de cerca de 7.500 para 17.500. A medida alega “desenvolvimentos imprevistos” na África do Sul que criaram uma situação de refugiados emergencial.
O Departamento de Estado detalha que a decisão envolve Afrikaners e que a medida é parte de um ajuste de política de reassentamento. A ampliação ocorre após o início, em maio de 2025, do programa de acolhimento de brancos sul-africanos pelo governo americano.
A notícia destaca que, desde o início do segundo mandato de Donald Trump, há acusações de perseguição a brancos na África do Sul, embora o governo sul-africano tenha contestado tais afirmações. O tema também envolve tensões diplomáticas entre os dois países.
O Departamento de Estado informou ao Congresso a projeção de acolhimento até setembro, elevando o total para 17.500 pessoas neste período. Em outubro, a estimativa era de 7.500 refugiados, a maioria brancos sul-africanos.
Segundo o comunicado visto pela Associated Press, o custo de reassentamento de 10.000 pessoas adicionais seria estimado em cerca de 100 milhões de dólares. A nota cita ataques a centros de processamento de refugiados nos EUA e críticas à postura da África do Sul.
O governo sul-africano reagiu, defendendo sua soberania na aplicação de leis e procedimentos migratórios. O país afirmou que deportou sete quenianos ilegais trabalhavam sem permissão, em resposta a ações de fiscalização.
A nota oficial sustenta que a hostilidade crescente aumenta os riscos para Afrikaners no país, que já enfrentam discriminação racial com suporte estatal. Segundo dados oficiais, a taxa de desemprego é alta entre brancos, contrastando com a população negra.
Contexto histórico e social. Afrikaners descendem de colonizadores holandeses e franceses, foram protagonistas do apartheid e, hoje, convivem com desigualdades persistentes. Políticas de ação afirmativa e crime afetam a percepção de vulnerabilidade.
A narrativa local de privilégio econômico persiste entre parte dos brancos, enquanto a África do Sul continua com desigualdades profundas. Comentários sobre “genocídio branco” circulam entre alguns setores, com apoio de figuras públicas e mídias associadas.
Fonte: Associated Press, com desenvolvimento de apuração sobre políticas migratórias, relações EUA-África do Sul e impactos sociais. As informações são apresentadas sem viés e com foco em dados verificáveis.
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