Um grupo de defesa dos direitos cristãos pediu às autoridades mexicanas abertura imediata de apuração sobre o desaparecimento de um missionário protestante de 79 anos, sequestrado por homens armados em Guerrero. Benito Guevara Arcos está desaparecido há mais de seis semanas após o ataque.
De Ocotito a San Vicente, Guevara Arcos viajava para pregar e distribuir Bíblias. Ele ficou hospedado na casa de um colega protestante, que saiu à sua procura ao não retornar no início da noite. Moradores disseram que homens armados o impediram de pregar e o empurraram para um veículo.
Dias depois, o grupo criminoso afirmou ter libertado o missionário em Amojileca, a cerca de 32 km de San Vicente, em 4 de abril, e pediu que um familiar o buscasse. Dois homens enviados por cristãos locais não localizaram Guevara Arcos. A família recebeu proteção policial ao divulgar o caso.
Contexto de violência e desaparecimentos
A CSW informou que Guevara Arcos não tinha celular e carregava dinheiro suficiente para voltar para casa por conta própria. Em 13 de abril, a família registrou o boletim de ocorrência na Comissão Nacional de Busca por Pessoas Desaparecidas em Guerrero, sem, porém, apresentar queixa formal à promotoria local, por medo de retaliação.
Organizações internacionais destacam a escalada de desaparecimentos no México. A CIDH aponta aumento superior a 200% nos últimos 10 anos, com frequência de envolvimento de agentes estatais ou tolerância a grupos criminosos. A Global Christian Relief registra 376 casos de sequestros e agressões a cristãos entre 2023 e 2025.
Portas Abertas alerta que grupos criminosos atuam em todo o país, mirando líderes religiosos e evangelizadores. Em áreas indígenas, convertidos enfrentam multas, violência e deslocamentos, com proteção estatal insuficiente. Guerrero é citado como um dos estados mais violentos e com forte presença de cartéis.
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