Ketanji Brown Jackson rebateu publicamente a Suprema Corte dos Estados Unidos, afirmando que o tribunal pode e deve ser melhor. A crítica vem após decisões polêmicas apoiadas pela maioria conservadora, que tem dominância de seis votos desde 2020.
A juíza, nova integrante do tribunal e voz liberal, disse que cortes devem ser apolíticos e não agir no âmbito político. O pronunciamento ocorreu durante conferência em Washington DC, promovida pelo American Law Institute.
Jackson destacou que o tribunal precisa manter princípios e regras comuns a todo caso, sem parecer agir de forma distinta em contextos sensíveis. A fala reforça a tensão sobre a percepção pública de parcialidade.
A crítica emerge em meio a decisões que dificultaram políticas protegidas federalmente, como direitos de voto e medidas sobre o aborto. O tribunal também tem sido visto como facilitador de ações associadas ao governo de Donald Trump.
No lastro de seu discurso, Jackson lembrou uma dissidência escrita no mês anterior, na qual contestou a decisão que obrigou a redistrubuição de mapas eleitorais na Louisiana. A dissidência acusou o tribunal de ceder ao poder.
Ela frisou que a confiança pública é essencial para a legitimidade do Judiciário e que é responsabilidade do tribunal agir de forma a reforçar essa confiança, especialmente diante de críticas sobre a linha entre direito e política.
(revisão: texto neutro e informativo, sem opinião ou conclusão, mantendo o foco nos fatos, datas e atores envolvidos)
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