Bezalel Smotrich, ministro das Finanças de Israel, afirma ter sido informado de que o procurador do Tribunal Penal Internacional pediu um mandado de prisão contra ele em Haia. Segundo o ministro, a medida representa uma “declaração de guerra”.
Ele disse ter recebido a informação na segunda-feira, 18, sem revelar quem o informou. Não detalhou as acusações que o TPI teria apresentado, e o escritório do procurador não comentou, citando sigilo processual.
O TPI já emitiu mandados de prisão contra autoridades israelenses em 2024, incluindo Netanyahu, Gallant e o líder do Hamas, ampliando a tensão entre Haia e Israel. Smotrich classificou tais mandados como ataque da Autoridade Palestina.
Contexto internacional e respostas
A reação global ao caso é curta, com diversos governos impondo sanções a Smotrich e a outros ministros extremistas por incitar violência. Países disseram apoiar ações para conter medidas reconhecidas como hostis aos palestinos.
Smotrich mantém posição firme, defendendo a ocupação permanente da Faixa de Gaza e a reconstrução de assentamentos. Ele ainda afirmou que assinaria ordem para esvaziar Khan al-Ahmar, na Cisjordânia, sob alegação de prioridades de segurança.
A relação de Israel com o TPI permanece tensa. O tribunal opera com mandados de prisão, porém depende da cooperação de estados-membros para cumprir decisões, já que não possui força coercitiva global. O tribunal reconhece jurisdição sobre Gaza devido à participação da Palestina.
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