As acusações de estupro e abuso sexual envolvendo participantes do reality show britânico Married at First Sight UK, exibido pelo Channel 4, foram classificadas como graves pelo governo do Reino Unido. O ministro da Segurança, Dan Jarvis, sinalizou alta probabilidade de abrir investigação policial.
Segundo a BBC, duas mulheres afirmam ter sido estupradas durante as gravações, enquanto uma terceira relatou ato sexual não consentido. O formato do programa envolve casamentos entre pessoas que se conhecem na hora, com decisão sobre ficar ou terminar o relacionamento semanas depois.
Reação regulatória e decisões de emissoras
O Departamento de Cultura, Mídia e Esporte (DCMS) confirmou que casos de criminalidade ou irregularidades devem ter consequências. A Ofcom informou que as emissoras devem adotar medidas para proteger o bem-estar dos participantes.
O Channel 4 informou que abriu uma revisão externa sobre o bem-estar dos participantes, decisão tomada no mês anterior após o recebimento de alegações graves de irregularidades. A produção CPL ressaltou ser referência em segurança no setor.
A diretora executiva Priya Dogra afirmou que os acusados negam as acusações. A BBC indicou que a ex-CEO Alex Mahon deve prestar esclarecimentos ao DCMS, que ressaltou que o formato envolve algum elemento de risco.
Caroline Dinenage, presidente do DCMS, comentou que o programa envolve convivência íntima entre pessoas que se conhecem recentemente. A BBC também informou que parte das acusações já era conhecida antes da exibição de alguns episódios, que foram posteriormente retirados.
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