O primeiro-ministro de Taiwan, Cho Jung-tai, afirmou que as ações militares da China são a maior fonte de instabilidade regional. A declaração ocorreu enquanto o Ministério da Defesa informou que militares chineses voltaram a realizar exercícios próximos à ilha.
Cho ressaltou que a China considera Taiwan parte de seu território e que Pressão militar e política tem aumentado. Ele criticou a recusa de diálogo do presidente Lai Ching-te, classificado pela China como separatista.
O ministério taiwanês divulgou que a China realizou uma patrulha conjunta de prontidão de combate ao redor de Taiwan. Imagens mostraram um caça J-16 sendo acompanhado por um F-16 taiwanês e uma embarcação militar chinesa ao sudoeste da ilha.
As Forças Armadas da China operam quase que diariamente ao redor de Taiwan. Nesta terça, a Marinha informou envio de grupo-tarefa liderado pelo porta-aviões Liaoning para águas do Pacífico Ocidental, com exercícios com munição real.
O governo de Taiwan descreve as ações chinesas como únicas ameaças à paz regional. O Ministério da Defesa ressaltou que tais movimentos minam a estabilidade na região e no estreito.
Cho reiterou que Taiwan é um país soberano e independente e defendeu o diálogo entre as partes. O governo mantém o interesse por intercâmbios saudáveis e respeitosos no Estreito de Taiwan.
Contexto político e resposta doméstica
Lai Ching-te, que completa dois anos no cargo na próxima quarta, irá conceder uma entrevista coletiva pela manhã. O gabinete também informou sobre a apresentação de prioridades de política nacional.
Internamente, Lai enfrenta resistência parlamentar, com a oposição controlando a maior bancada. A contestação tem atrasado projetos de gastos militares, entre outros.
Uma tentativa de impeachment contra Lai falhou nesta terça, em votação simbólica. Para avançar, seria necessário apoio de dois terços dos parlamentares, que não se confirmou.
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