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China e Rússia criticam projeto do Domo de Ouro de Trump em declaração conjunta

China e Rússia criticam o Domo de Ouro de Trump em declaração conjunta, afirmando que o projeto ameaça a estabilidade estratégica e acarreta custo de US$ 1,2 trilhão

Presidente russo Vladimir Putin e o presidente chinês Xi Jinping em Pequim 20 de maio de 2026 REUTERS/Maxim Shemetov
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O surgimento de uma declaração conjunta entre China e Rússia criticou o projeto Domo de Ouro de Trump, anunciada nesta quarta-feira, 20, após-Xi Jinping receber Vladimir Putin em Pequim. O texto descreve o plano como uma violação da estabilidade estratégica.

O comunicado foi divulgado pela Reuters e tem quase 10 mil palavras. Nele, Beijing e Moscou fazem críticas a uma defesa antimísseis multilayer prevista para os Estados Unidos. A conversa ocorreu no Grande Salão do Povo, em Pequim.

Xi e Putin assinaram o documento após o encontro bilateral. Além da defesa, o texto aborda segurança nuclear, Taiwan e pandas-gigantes, entre outros temas. A posição conjunta sinaliza divergências com a política externa dos EUA.

Detalhes do comunicado conjunto

China e Rússia lamentaram a expiração do Novo Tratado de Redução de Armas Estratégicas sem substituição. O texto afirma que isso aumenta a insegurança global e dificulta o controle de armas.

Os dois países destacam a pretensão de posicionar mísseis de alcance intermediário e curto em território de terceiros, o que, segundo eles, representa ameaça a outras nações. O foco é a estabilidade regional e global.

O Domo de Ouro, iniciado no segundo mandato de Trump, é apresentado como defesa antimísseis capaz de interceptar alvos no espaço. O custo estimado pelo CBO é de cerca de US$ 1,2 trilhão em 20 anos, bem acima dos US$ 175 bilhões previstos anteriormente.

Segundo o CBO, a estimativa de gastos reflete a falta de detalhes do Departamento de Defesa sobre o número e o tipo de sistemas a serem implantados. O relatório aponta incerteza sobre o custo a longo prazo.

Trump declarou, no anúncio do projeto em 2024, a intenção de torná-lo operacional até o fim de seu mandato, em janeiro de 2029. A declaração da China e da Rússia reforça a crítica internacional ao plano.

Com informações da Associated Press e agências internacionais, os países reafirmam a necessidade de dialogue para evitar escaladas na corrida armamentista.

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