Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, decidiu não comparecer à Comissão de Relações Exteriores da Câmara nesta quarta-feira. O convite buscava esclarecer a atuação do delegado Marcelo Ivo de Carvalho, oficial de ligação brasileiro, na prisão do ex-diretor da Abin, Alexandre Ramagem, nos EUA.
A decisão ocorreu após avaliação de assessores de Andrei: segundo eles, a pauta não buscaria entender a cooperação internacional, mas ampliar temas de investigações para desgastar o governo. O plano era tratar do caso Ramagem com foco internacional.
Contexto do convite
Ramagem foi preso nos EUA em abril pelo ICE, mas liberado dias depois. Autoridades americanas indicaram que ele poderia permanecer no solo americano, após informar pedido de refúgio. A PF determinou o retorno de Carvalho após relatos nas redes sociais.
Situação de Carvalho e impactos diplomáticos
Segundo a PF, Carvalho não recebeu carta de expulsão ou aviso formal do governo americano. Andrei pediu a substituição do delegado e a delegada Tatiana Torres foi indicada para ocupar a vaga. A situação ainda depende de esclarecimentos diplomáticos.
Desdobramentos em Washington
Uma reunião em Washington, marcada para hoje, visa decidir se os EUA manterão a vaga aberta para o delegado expulsos. O tema envolve a continuidade de ações de cooperação entre Brasil e Estados Unidos no caso Ramagem.
Contexto de atuação da PF
Fontes sob reserva afirmam que a função de um oficial de ligação é atender aos interesses do país, como cumprir mandados de prisão em aberto. A operativa envolve avaliação de casos similares, nos quais brasileiros foram presos e deportados pelo ICE.
Outros casos semelhantes
A reportagem aponta ainda exemplos de brasileiros que, mesmo com pedido de refúgio, foram detidos e deportados pelo ICE. Entre eles, a esposa do conhecido caso do criptomercado, Mirelis Diaz Zerpa, foragida que pediu asilo em 2024 e foi retornada ao Brasil em 2025.
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