O Irã viveu uma transformação marcante na segunda metade do século XX. Em Teerã, uma estudante de direito caminha pela faculdade sem véu, enquanto comenta sobre leis de divórcio recém-aprovadas. A reportagem foca na visão de uma jovem que sonha em ser juíza e defender mulheres.
Entre as décadas de 1960 e 1970, o país passou por modernização econômica e cultural impulsionada por alianças com o Ocidente. Nesse período, mulheres conquistaram o direito ao voto, avanços em divórcio e maior liberdade de vestimenta, abrindo espaço para diplomas e cargos públicos.
Da modernização à Revolução
A Revolução Islâmica de 1979 mudou o curso do Irã. O aiatolá Ruhollah Khomeini assumiu o poder, acusando a modernização de decadência moral e afastamento do Islã. O regime passou a reprimir grupos progressistas, com as unidades de vigilância social e a eliminação de setores da oposição.
Décadas depois, o Irã passou a enfrentar críticas internacionais por restringir liberdades civis. O país passou a financiar grupos extremistas e a manter políticas que impactam direitos das mulheres, ciência e imprensa, segundo observadores externos.
Shirin Ebadi e o legado
Shirin Ebadi destacou-se no final do século XX ao denunciar abusos de direitos humanos e defender mulheres iranianas. Por suas ações, recebeu o Prêmio Nobel da Paz, porém vive no exílio no Reino Unido devido a restrições impostas pelo regime. A trajetória dele exemplifica a conturbada relação entre reformas internas e repressão política.
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