Mais de 14 mil ursos foram mortos no Japão em um período de 12 meses, de abril de 2025 a março de 2026. A contagem aponta abatimentos e capturas como parte de uma política oficial para reduzir a população desses animais.
O total de 14.601 ursos representa quase o triplo do registrado no ano anterior, com uma média de cerca de 40 animais por dia. O recorde anterior, de pouco mais de 9 mil mortes, foi registrado em 2023, segundo dados do Ministério do Meio Ambiente.
No último ano fiscal, mais de 50 mil avistamentos de ursos ocorreram em todo o país, o que representa o maior volume já registrado. As autoridades dizem que o aumento anima a necessidade de medidas mais firmes de controle.
As regiões do norte do Japão relataram, em abril, avistamentos muito superiores aos do ano anterior, à medida que os ursos emergiam da hibernação e buscavam alimento. Essa tendência tem relação com a disponibilidade de comida no ambiente.
Medidas e impactos
Em resposta aos ataques, o governo lançou um pacote de políticas no ano passado para reduzir a população de ursos. Policiais passaram a ter autorização para abatê-los com rifles em determinadas circunstâncias.
Especialistas atribuem o crescimento populacional a fatores como disponibilidade de alimento, incluindo bolotas, veados e javalis, além de mudanças climáticas que influenciam a reprodução. A expansão ocorre principalmente em Honshu, onde se estima a população de ursos negros asiáticos em cerca de 42 mil.
A população de ursos pardos no Japão dobrou nas últimas três décadas e hoje é estimada em aproximadamente 12 mil animais. A trajetória demográfica tem sido objeto de monitoramento contínuo pelas autoridades.
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