A Justiça de Paris rejeitou um pedido de suspensão da substituição de seis vitrais do século XIX, criados por Eugène Viollet-le-Duc, na Catedral de Notre-Dame. Os vitrais serão trocados por obras contemporâneas encomendadas pelo governo.
A decisão não impede o andamento do projeto nem o direito de contestação futura. O tribunal entendeu que as novas janelas, assinadas pela artista Claire Tabouret e pelos vidreiros Simon-Marq, podem ser removidas no futuro e que os vitrais originais serão preservados. Assim, não houve comprovação de alteração irreversível.
A ação, movida por grupos de preservação, questionava a rapidez da intervenção e a legalidade do processo de mudança. O processo envolve o Conselho Nacional de Patrimônio e Arquitetura, que já vetou a proposta em etapas anteriores.
Panorama do caso
O projeto de modernização, idealizado pelo presidente Emmanuel Macron, ganhou apoio internacional e gerou protestos. Em 2024, uma petição com mais de 130 mil signatários pediu a preservação dos vitrais originais de Viollet-le-Duc e Lassus, instalados em 1844.
O concurso internacional para desenhar as novas janelas resultou na seleção de uma proposta figurativa de Tabouret. A obra retrata fiéis no Pentecostes, com elementos do desenho original de Viollet-le-Duc incorporados nos planos de fundo.
Aspectos legais e cronograma
A Catedral de Notre-Dame é Patrimônio Mundial da UNESCO, sujeita a regras de proteção. A proteção de elementos históricos é central para o debate, que pode seguir em litígio judicial. A prefeitura tem planos de terminar as janelas até o fim de 2026.
Quem lidera a coordenação da restauração, incluindo a escolha de novas janelas, afirma que o objetivo é manter a coerência estética do espaço ao lado de uma janela figurativa existente. A equipe de projeto já informou que trabalha para cumprir o cronograma.
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