O voo AF447, que partiu do Rio de Janeiro com destino a Paris em 31 de maio de 2009, caiu no Oceano Atlântico. A tragédia causou a morte de 228 pessoas, entre passageiros e tripulantes de 33 nacionalidades, incluindo 58 brasileiros.
A aeronave, um Airbus A330, atravessava uma zona de tempestades quando os sensores de velocidade congelaram. O desligamento do piloto automático gerou informações contraditórias nos instrumentos, segundo o BEA.
O copiloto elevou o nariz da aeronave, provocando estol aerodinâmico. A aeronave despencou por cerca de 11,5 quilômetros, em aproximadamente três minutos e meio, até o impacto com o mar.
A busca pelos destroços começou logo após o desaparecimento, com apoio da Força Aérea Brasileira e da Marinha. As caixas-pretas foram encontradas somente em maio de 2011, a cerca de 3.900 metros de profundidade.
Relatórios indicaram confusão na cabine e apontaram falhas combinadas de erro humano e falhas técnicas. Esses elementos embasaram a responsabilização das empresas em processos judiciais.
Condenação histórica e desdobramentos
A França condenou Air France e Airbus por homicídio culposo corporativo, 17 anos após o acidente. As empresas receberam multas de € 225 mil cada, consideradas simbólicas, mas reconhecedoras da negligência.
Especialistas destacam que o veredito pode ter novos recursos no Supremo Tribunal da França. O caso mantém-se em aberto no âmbito judicial, com possíveis novas etapas.
O acidente do AF447 impulsionou mudanças na segurança aérea e no treinamento de pilotos. Repercussões globais seguem moldando normas de operação e inspeção de equipamentos.
Com informações da Reuters
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