Raúl Castro, ex-presidente de Cuba, foi indiciado nos Estados Unidos por homicídio, conspiração para matar cidadãos americanos e destruição de aeronaves. O caso está ligado ao abatimento de dois aviões em 1996 e foi anunciado na quarta-feira, 20 de maio de 2026.
O governo americano acusa Castro de ter autorizado o ataque aos aviões do grupo Brothers to the Rescue, sediado em Miami, que operava em missões humanitárias no estreito da Flórida. Quatro exilados cubanos morreram no incidente em 1996.
Nesta quinta-feira, governos da China e da Rússia reagiram. Pequim pediu que Washington cesse o que chamou de armadilhas judiciais contra Cuba e apontou sanções unilaterais como pressão indevida.
O porta-voz chinês Guo Jiakun criticou o que chamou de abuso de meios judiciais e afirmou apoio firme a Cuba para defender sua soberania. Em Moscou, a porta-voz Maria Zakharova reiterou respaldo ativo ao povo cubano.
Segundo autoridades cubanas, Raúl Castro deixou o poder em 2019 e hoje tem 94 anos. O indiciamento é visto como parte da estratégia dos EUA de pressionar Cuba por meio de medidas econômicas e ações legais.
Washington anunciou novas medidas restritivas, incluindo embargo a exportações de petróleo para Cuba, ampliando dificuldades energéticas e humanitárias na ilha. O governo cubano não confirmou detalhes do processo.
A acusação sustenta que os caças cubanos MiG lançaram mísseis contra dois Cessna, com as mortes dos pilotos Armando Alejandre Jr, Carlos Costa, Mario de la Peña e Pablo Morales. O caso permanece sob procedimento judicial nos EUA.
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