O Paquistão intensificou nesta quinta-feira seus esforços diplomáticos para acelerar negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irã. Teerã analisa as respostas mais recentes de Washington, conforme relatos de fontes próximas às negociações.
As operações de mediação contam com a participação do Paquistão, incluindo decisões sobre viajar a Teerã. O chefe do Exército paquistanês, Asim Munir, pode viajar à capital iraniana para contribuir com o processo, segundo fontes.
O ministro do Interior do Paquistão já esteve em Teerã na véspera, sinalizando uma atuação diplomática direta. As aproximações acontecem em meio a declarações de Washington sobre possíveis respostas rápidas ou lentas de Teerã.
Diplomacia paquistanesa
Fontes próximas às conversas afirmam que Islamabad está mantendo contato com vários grupos no Irã para agilizar a comunicação. A ideia é pressionar por respostas mais rápidas e facilitar a mediação paquistanesa.
Trump comentou, na Base Conjunta Andrews, que pode haver dias ou rápido desfecho. O norte-americano ressaltou que não tolerará o Irã desenvolver armas nucleares e citou a possibilidade de acordo ou ações mais firmes.
Contexto internacional
O Irã apresentou recentemente uma proposta aos EUA que mantém exigências anteriores, como controle do Estreito de Ormuz e suspensão de sanções, entre outros itens. As negociações passam por etapas delicadas após seis semanas de cessar-fogo frágil.
A Guarda Revolucionária iraniana advertiu sobre consequências de novas agressões, destacando que uma escalada regional pode se estender além da área prevista. O cenário geopolítico segue vulnerável a mudanças rápidas.
O ambiente econômico global acompanha o impasse, com preços do petróleo elevados e inflação. Em meio à pressão interna, Trump busca um equilíbrio entre firmeza estratégica e perspectivas de acordo.
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