O México e a União Europeia fecharam um novo acordo comercial avaliado em US$ 94 bilhões, ampliando o que já existia desde 2000. O anúncio ocorreu em meio a negociações que buscam maior integração de serviços, comércio digital, investimentos e compras governamentais.
O novo tratado atualiza o pacto original, englobando não apenas bens industriais, mas também áreas como agricultura e cooperação regulatória. A assinatura ocorre durante a primeira cúpula entre México e UE em mais de uma década.
Mudanças no acordo e impactos
O acordo passa a prever redução de tarifas para quase todos os produtos comercializados entre as partes. Frango e aspargos mexicanos ganham acesso ampliado, assim como queijo, leite em pó e carne suína europeus, com algumas categorias ainda sujeitas a cotas.
Entre os itens beneficiados, há cotas para certos produtos sensíveis, o que permite um esquema gradual de liberalização. A mudança visa aumentar o comércio entre as regiões e melhorar a previsibilidade para empresas de ambos os lados.
Contexto geopolítico e pressões externas
A aproximação ocorre em um ambiente de tensões comerciais, especialmente com os EUA. O governo americano, sob Donald Trump, impôs tarifas que afetaram o comércio europeu, e o México também enfrentou tarifas sobre automóveis, aço e alumínio.
Ainda segundo autoridades mexicanas, o novo pacto busca reduzir vulnerabilidades frente a mudanças tarifárias e fortalecer a relação com parceiros fora da região.
Projeções de crescimento e composição do comércio
O Ministério da Economia do México estima que as exportações para a UE podem subir de US$ 24 bilhões para US$ 36 bilhões ao ano até 2030. Hoje, a UE vende cerca de US$ 65 bilhões anuais para o México.
Nos últimos dez anos, o intercâmbio entre as partes cresceu cerca de 75%, impulsionado por máquinas, transporte, químicos, mineração e combustíveis.
Potenciais desdobramentos e próximos passos
A assinatura ocorreu em meio à reacompreensão geopolítica e à reorganização do comércio global, segundo a chefe da diplomacia europeia. Ainda há etapas a cumprir, como votações no Parlamento Europeu.
Na prática, porém, o México mantém foco na diversificação de mercados, ainda dependente dos EUA para mais de 80% de suas exportações. A avaliação final e implementação dependerão de validação institucional em ambas as fábricas regulatórias.
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