O chanceler da Ucrânia, Andrii Sybiha, pediu neste domingo uma resposta da ONU e de outros organismos internacionais após o ataque russo a Kiev, com drones e mísseis. Houve mortes e feridos entre civis, conforme as autoridades ucranianas.
Sybiha informou que as missões diplomáticas do país foram instruídas a acionar mecanismos multilaterais e que haveria reuniões urgentes do Conselho de Segurança da ONU, da OSCE e do Conselho Permanente da OSCE. A ideia é obter uma resposta firme frente ao ataque.
Segundo o chanceler, a comunidade internacional deve agir para dissuadir a Rússia, destacando que o objetivo do agressor é compensar avanços militares com terror contra civis. O texto ressalta que Putin tenta intimidar a Ucrânia ao atingir civis e infraestrutura.
A ofensiva, que utilizou o míssil balístico hipersônico Oreshnik, atingiu prédios residenciais, escolas e um mercado histórico de Kiev. Países aliados foram informados sobre os desdobramentos e a necessidade de coordenação de medidas.
Pelo lado ucraniano, o presidente Volodymyr Zelensky informou que o bombardeio destruiu o Museu de Chernobyl e danificou o Museo Nacional de Arte, além de comprometer o prédio da emissora ARD. Contatos com líderes europeus foram mantidos ao longo do dia para discutir a resposta.
A Rússia qualificou a ação como retaliação a ataques ucranianos contra instalações civis em território russo. Na sexta-feira, Putin pediu ao Exército propostas de resposta após um novo ataque de drones em Starobilsk, que deixou dezenas de mortos, segundo Moscou.
Contexto internacional
Na sequência dos acontecimentos, fontes internacionais apontam para uma intensificação das tensões na região. Organismos multilaterais discutem medidas para evitar escaladas e proteger civis, mantendo o foco na busca por uma solução pacífica.
Perspectivas e próximos passos
Observadores destacam que a resposta multilateral pode incluir sanções, ações diplomáticas rápidas e monitoramento de violações do direito humanitário, sem antecipar desfechos. Kiev sinaliza continuidade de consultas com aliados.
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