O gasto do Itamaraty com auxílio-moradia pagos a diplomatas e outros funcionários no exterior cresceu 15,2% entre 2022 e 2025, aponta levantamento do próprio Ministério das Relações Exteriores. No mesmo período, a variação do dólar médio foi de 8,3%. Os dados foram fornecidos ao Poder360 por meio da Lei de Acesso à Informação.
Com isso, o custo com moradias no exterior superou a casa dos R$ 800 milhões em 2024 e 2025. A soma reflete pagamentos feitos em dólar ou na moeda local, dependendo do posto, e registra impactos diretos das flutuações cambiais sobre os valores pagos.
Em outubro de 2025, o ministro Mauro Vieira solicitou à Fazenda, à Casa Civil e ao Planejamento crédito extra de R$ 352 milhões para cobrir compromissos do órgão nos meses seguintes. Vieira citou o risco de faltar dinheiro para aluguel de imóveis oficiais e para apoio logístico a missões presidenciais no exterior.
Auxílio-moradia
O benefício existe desde 1990, mas a regulamentação só foi publicada em 2022, durante o governo de Jair Bolsonaro. Têm direito ao benefício funcionários do Itamaraty em missão permanente ou transitória no exterior. O valor considera custo de vida local, cargo e dependentes.
O pagamento ocorre como ressarcimento, mediante comprovação de despesa, quando não há imóvel funcional disponível. A definição do valor leva em conta diversos fatores e pode variar conforme a composição da família que acompanha o servidor.
O Itamaraty informou os dados em duas bases distintas: parte em reais e parte em dólares. A diferença decorre de sistemas distintos usados nos postos diplomáticos. As informações em dólares foram convertidas para reais com base na cotação do dia da despesa, para evitar distorções.
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