O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que ordenou aos seus representantes diplomáticos que não se precipitem em um acordo com o Irã. Ele destacou que o tempo está a favor dos norte-americanos e que o bloqueio do estreito de Ormuz permanece ativo até que um acordo seja alcançado, certificado e assinado, com cautela para evitar erros.
Trump afirmou ainda que a relação com o Irã está se tornando mais profissional e produtiva, mas ressaltou que Teerã não pode desenvolver ou obter armas nucleares. A postura busca evitar pressa em negociações envolvendo o programa nuclear iraniano.
Desdobramentos e reações
O chanceler irlandês Marco Rubio sinalizou possíveis boas novas sobre o bloqueio e as negociações que seguem entre Washington e Teerã. No entanto, veículos estatais iranianos se mostram cautelosos, citando divergências sobre uma ou duas disposições.
A agência Tasnim, ligada ao governo iraniano, indicou que as informações sobre o andamento das tratativas não refletem a realidade. A agência Fars também minimizou as declarações de Trump, sem citar fontes.
O Irã enfatiza que não busca ampliar o conflito na região e reforça seu compromisso com a não aquisição de armas nucleares. O governo iraniano reiterou a intenção de manter estabilidade regional durante as negociações.
Antes da publicação de Trump, ele havia sugerido que um acordo próximo poderia pôr fim à tensão entre EUA e Israel frente ao Irã, com a possibilidade de reabrir o estreito de Ormuz. Alguns aliados, contudo, pressavam por uma retomada de ações militares.
A Axios reportou que o rascunho incluiria a prorrogação de 60 dias do cessar-fogo, com reabertura do estreito e venda de petróleo iraniano. Além disso, tratativas sobre o programa nuclear seriam ajustadas, segundo a fonte não identificada citada pela publicação.
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