Aeronaves militares dos Estados Unidos overvoaram Caracas após a Venezuela permitir a operação. Segundo o ministro das Relações Exteriores, Yván Gil, o plano envolvia o sobrevoo de duas aeronaves norte-americanas sobre a capital e o pouso na embaixada dos EUA. O exercício visava evacuação médica e cenários de contingência catastrófica.
A operação ocorreu na sequência de um anúncio feito pela televisão estatal venezuelana e por meio de um comunicado nas redes do chanceler. O governo informou que a participação de autoridades ocorreu no sábado, com autorização prévia para o uso da embaixada e para o exercício em si. O general Francis Donovan, comandante do Comando Sul, esteve presente a bordo de uma das aeronaves.
A embaixada dos EUA em Caracas foi reaberta após uma operação anterior que resultou no sequestro de Nicolás Maduro e da primeira-dama, Cilia Flores, no contexto de tensões diplomáticas entre os dois países.
Reações da esquerda
Manifestantes contrários ao exercício estiveram em Caracas, com duas ações registradas. O Partido Comunista da Venezuela criticou a operação, classificando-a como expressão de subordinação aos interesses de Washington e cobrando defesa da integridade nacional. A nota do PCV também questionou a condução da atual administração.
Movimentos sociais ligados ao chavismo organizaram protestos que atribuíram ao território norte-americano a intimidacão mencionada pelos organizadores. A Alba Movimentos chamou a prática de ameaça à soberania, alegando pressão militar externa sobre o governo interino.
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