Mike Hammer, encarregado de negócios da Embaixada dos EUA em Cuba, participou de um culto de Pentecostes na Igreja Batista El Calvario, em Havana. A visita ocorreu durante o fim de semana e destacou a importância da liberdade religiosa. A igreja tem forte vínculo com missionários americanos.
Segundo a embaixada, a igreja foi fundada há 124 anos por pastores dos EUA, no início da expansão missionária na ilha. Hammer relembrou essa origem ao falar com fiéis durante a cerimônia, enfatizando o papel da liberdade religiosa nas relações bilaterais.
A presença do diplomata ocorre em meio a um contexto de tensões entre Washington e Havana, com diálogo diplomático parcialmente retomado nos últimos anos. Questões como direitos humanos, sanções e espaço religioso permanecem em pauta entre os dois governos.
Contexto diplomático
As autoridades americanas costumam criticar Cuba por restrições religiosas. Relatórios do Departamento de Estado costumam situar a ilha em observação nesse tema, acrescidos de críticas esparsas sobre permissões a igrejas independentes.
Autoridades cubanas e representantes ecumênicos sustentam que há espaço para prática religiosa, embora reconheçam pressão sobre líderes religiosos. O tema costuma figurar em narrativas de parte a parte sobre liberdade de culto.
Observadores ressaltam mudanças históricas desde 1959, com abertura gradual a partir dos anos 1990. Mesmo assim, organizações cristãs internacionais relatam monitoramento estatal e obstáculos para o registro de novas igrejas.
Liberdade religiosa
A Portas Abertas aponta vigilância sobre comunidades cristãs em Cuba e relata riscos para líderes que se posicionam contra o regime. A organização cita dificuldades de registro, o que leva a operações informais e maior vulnerabilidade a perseguição.
No ranking da Portas Abertas, Cuba figura na posição 24 na Lista Mundial de Perseguição. Esse quadro é utilizado por analistas para interpretar eventos que envolvem expressão religiosa e relacionamento com o governo.
A Igreja Batista El Calvario é descrita como uma das congregações históricas de Havana, guardiã da herança missionária estadunidense iniciada no século XX. A participação do diplomata americano é vista por observadores como demonstração de apoio à liberdade de culto no país.
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