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Trump exige reconhecimento de Israel por países muçulmanos para acordo com Irã

Trump exige que países de maioria muçulina reconheçam Israel para viabilizar acordo entre EUA e Irã, condicionando adesão aos Acordos de Abraão

O príncipe herdeiro e premiê saudita, Mohammed bin Salman, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em encontro na Casa Branca em novembro (Foto: NATHAN HOWARD/EFE/EPA)
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu que países de maioria muçulmana reconheçam Israel e estabeleçam relações diplomáticas como condição para um acordo com o Irã. A declaração foi feita via Truth Social na segunda-feira, 25 de novembro, sobre conversas mantidas no fim de semana com líderes islâmicos.

Segundo Trump, os contatos envolveram a adesão aos Acordos de Abraão, que já firmaram normalização entre Israel e Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Marrocos e Sudão. O republicano disse que o objetivo é tornar o acordo com o Irã mais histórico do que qualquer outra iniciativa.

Trump listou países citados como potenciais signatários: Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos (já participante), Catar, Paquistão, Turquia, Egito, Jordânia e Bahrein (já participante). Segundo o presidente, alguns podem ter motivos para não aderir, mas a maioria deveria apoiar a coalizão.

Propostas e países citados

Emirados Árabes Unidos e Bahrein já aderiram aos Acordos de Abraão em 2020. A Turquia reconhecia Israel desde 1949, mas as relações atuais sofreram tensões com a Guerra em Gaza. Egito e Jordânia mantêm reconhecimentos históricos.

Avanços nas negociações com o Irã

Trump afirmou que EUA e Irã teriam avançado em negociações para um acordo. A imprensa americana sinalizou a possibilidade de reabertura gradual do Estreito de Ormuz e um prazo de 60 dias para discutir, entre outras questões, o programa nuclear iraniano.

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