Cerca de 50 países, além da União Europeia, condenaram na ONU as ameaças da Rússia contra diplomatas estrangeiros em Kiev, na Ucrânia. O grupo reagiu após o Ministério das Relações Exteriores russo recomendar a saída de representantes internacionais da capital diante do risco de novos ataques.
A Ucrânia apresentou o documento no Conselho de Segurança, por meio de Andriy Melnyk. Segundo ele, houve condenação às recentes ameaças feitas pela Rússia a instituições diplomáticas e embaixadas em Kiev. A posição contou com apoio europeu, do Japão e da Coreia do Sul; os EUA não assinaram o comunicado.
A crise diplomática se intensificou após Moscou anunciar a intenção de atacar Kiev e orientar a evacuação de estrangeiros, funcionários de organismos internacionais e de missões diplomáticas. O plano foi anunciado no dia anterior e citou possíveis ataques a alvos ligados à defesa ucraniana.
Contexto e reações internacionais
O ministro russo das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, reforçou a orientação de evacuação para os Estados Unidos, em conversa telefônica com o secretário de Estado americano, Marco Rubio. Segundo Moscou, a evacuação seria para evitar riscos durante os bombardeios.
A ofensiva russa ocorreu em meio a um dos ataques mais intensos à capital desde o início da guerra. No fim de semana, drones e mísseis atingiram Kiev, com várias mortes, dezenas de feridos e danos em áreas residenciais. O conflito também envolve acusações entre Moscou e Kiev sobre ataques a alvos civis.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, expressou preocupação com a escalada, ressaltando a necessidade de evitar mais violência contra alvos estratégicos e instituições. O incidente ocorre após a alegação de ataque ucraniano a uma escola profissionalizante, em uma área ocupada pela Rússia, que alega ter causado mortes.
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