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Saint Levant, pop star de Gaza, entre fãs fervorosos e críticas

Entre fãs fervorosos e críticas, Saint Levant surge como voz palestina na pop do Médio Oriente, provocando debate sobre arte, identidade e política

Palestinian musician Saint Levant performing at Les Francofolies, Paris, July 2025. Photograph: Sadaka Edmond/SIPA/Shutterstock
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Saint Levant, cantor palestino de Gaza, chegou ao auge da popularidade na região ao combinar pop com referências à cultura palestina, atravessando críticas sobre o uso político da arte durante conflitos. O artista participou de shows em Doha, no Qatar, em novembro, ampliando seu alcance no Oriente Médio.

A trajetória dele começa em Gaza, onde viveu até os sete anos antes da primeira grande deslocação. Filho de uma família de origem palestina, marroquina e francesa, cresceu entre Al Deira, um hotel símbolo da cidade, e refugiados de Al Wehdat. Em 2018, mudou-se aos EUA para estudar.

No início dos anos 2020, Saint Levant ganhou notoriedade com faixas em inglês e francês, até surgir o estilo que o consolidou como astro: letras de romance com influências da música árabe, marcadas por temas de identidade e raiz palestina. Em 2023 lançou o álbum From Gaza With Love, ainda com tom híbrido.

Em 2024, o lançamento do álbum Deira sinalizou volta mais direta à memória de Gaza e da casa de infância. No ano seguinte, o projeto Love Letters e a música Kalamantina ajudaram a consolidar o cantor como estrela mainstream do mundo árabe, com refrães dançantes.

Durante apresentações em Doha, Saint Levant apresentou uma leitura artística que mescla amor, exílio e glória cultural. Em meio ao show, ele ressaltou a experiência de ser palestino no cenário global e a necessidade de manter a narrativa da narrativa de Gaza viva entre fãs de várias gerações.

A plateia em Doha reuniu fãs de diversos países árabes e de comunidades da diáspora, com elementos da cultura palestina como keffiyehs, bandeiras e símbolos da causa. O evento integrou figuras da música, moda e entretenimento na arena de moda e cultura.

Analistas veem no artista um caso de uso de figura de destaque para expressar a dor e a esperança de Gaza sem desencadear protestos diretos, dada a repressão política na região. A resposta do público variou entre apoio entusiástico e críticas sobre a relação entre arte e política.

A história de Saint Levant mostra como a nova geração de artistas palestinos acessa espaços de visibilidade, ao mesmo tempo em que carrega as tensões de um conflito prolongado. O artista continua a trabalhar para ampliar a influência de sua voz no cenário cultural e político da região.

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