Taiwan acionou navios e caças para monitorar a segunda patrulha conjunta de prontidão de combate da China em uma semana, nas proximidades da ilha. O governo taiwanês afirma que Pequim mantém presença militar elevada e que a China é a principal fonte de instabilidade na região.
Segundo o Ministério da Defesa de Taiwan, 21 aeronaves chinesas, entre caças J-16 e drones, operaram ao redor da ilha, acompanhadas por navios de guerra. As ações integram uma patrulha de combate que ocorre em meio a tensões já intensificadas pela conversa entre Xi Jinping e Donald Trump em Pequim.
A China não respondeu a pedidos de comentário sobre a operação. O governo taiwanês publicou imagens do monitoramento, incluindo um F-16 vigiando aeronaves chinesas próximas a um avião-tanque Y-20, a presença do navio de guerra Yinchuan e um marinheiro taiwanês com binóculos observando a operação.
Reação oficial de Taiwan
O secretário-geral do Conselho de Segurança Nacional, Joseph Wu, afirmou em X que as ações chinesas foram não provocadas e classificou Pequim como a única fonte de instabilidade no Indo-Pacífico. Ele também mencionou mobilização de mais de 100 embarcações ao longo da primeira cadeia de ilhas.
Pan Chun-kuang, do Departamento de Inteligência do Ministério da Defesa, informou que Taiwan continua acompanhando a movimentação do porta-aviões Liaoning, que opera no Pacífico Ocidental, como parte do monitoramento das atividades chinesas.
Contexto regional
Su Tzu-yun, do Instituto de Pesquisa em Defesa Nacional e Segurança, afirmou que navios chineses posicionam mísseis de cruzeiro a curta distância da costa taiwanesa durante as patrulhas, o que reduz o tempo de resposta das defesas aéreas e aumenta a dificuldade de detecção de ataques diurnos ou noturnos. Caso utilizado de forma surpresa, esse tipo de ataque poderia provocar interrupção temporária de atividades na ilha.
Perspectiva das operações e incidentes recentes
No fim de semana, Taiwan informou conflitos com a guarda costeira chinesa perto das Ilhas Pratas, ao norte do Mar do Sul da China. As movimentações acontecem em meio a críticas de Beijing à liderança de Lai Ching-te, que é caracterizado como separatista por Pequim e a quem foram negadas várias propostas de diálogo.
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