O Vaticano convidou a Anthropic para a apresentação da encíclica do Papa Leo XIV, Magnifica Humanitas, que trata do avanço da inteligência artificial. O evento ocorreu no Vaticano em 25 de maio de 2026, com a participação da Anthropic como elo entre ética e tecnologia. A presença da empresa simboliza uma aproximação entre Igreja e setor privado de tecnologia.
A encíclica enfatiza que tecnologia não é neutra e que algoritmos carregam visões de mundo. A Anthropic tem como núcleo a segurança de IA, com o projeto Constitutional AI, que orienta modelos por princípios em vez de apenas corrigir riscos.
Convergência Vaticano-Anthropic
A relação começou a se formar após o Rome Call for AI Ethics de 2020, promovido pela Pontifícia Academia para a Vida com grandes nomes da indústria. O Vaticano passou a buscar interlocutores que alinhem ética, governança e tecnologia.
Christopher Olah, pesquisador conhecido pela interpretabilidade de modelos, atua como ponte entre a teoria e as políticas propostas pela encíclica. Olah representa o lado filosófico da IA e ressaltou, em evento ligado à apresentação, que questões éticas não se resolvem apenas pela autorregulação empresarial.
O papel de Anthropic
A reputação da empresa como provedora de IA segura reforça a imagem de uma companhia ética. O chatbot Claude, desenvolvido pela Anthropic, é construído em torno de uma constituição ética, reforçando a narrativa de responsabilidade e segurança na tecnologia.
A encíclica também aponta riscos de concentração de poder tecnológico entre poucos atores transnacionais. A colaboração Vaticano-Anthropic é apresentada como uma tentativa de evitar que incentivos econômicos guiem o desenvolvimento de IA em detrimento de valores humanos.
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