Após 88 dias de queda de conectividade, o Irã retomou parcialmente a internet. O governo informou que houve um “primeiro passo” para acesso livre e regulado, em meio a críticas sobre censura continuada e filtragens ainda presentes.
A interrupção, que começou após conflitos com os EUA e Israel, foi classificada por monitoradores como a maior paralisação on-line já registrada no país. O retorno ocorreu após medidas anunciadas pelo governo e pelo presidente Masoud Pezeshkian, com o apoio do vice-presidente Mohammad Reza Aref.
Quem vive e trabalha online no Irã sentiu o impacto direto. Estudantes de ciência da computação relataram dificuldades para negócios locais que dependem de plataformas digitais, o que prejudicou atividades comerciais e serviços de mensagens como Telegram e WhatsApp.
Dados de monitoramento apontam que, embora o acesso tenha sido restaurado, o serviço continua com filtragens mais profundas do que antes de janeiro. Entidades como Netblocks destacaram restrições novas em lojas de aplicativos e em mensagens.
A reação entre usuários variou entre alívio e apreensão. Alguns afirmaram que já é possível reestabelecer contatos com familiares no exterior, enquanto outros destacaram que a censura persiste e que soluções mais eficientes são necessárias para reduzir barreiras.
Testemunhos de iranianos que vivem no exterior mostram o impacto emocional da reconexão. A maioria descreveu sentimentos de alívio ao poder se comunicar com parentes, mantendo expectativa sobre liberdades digitais futuras.
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