O primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico, inaugurou um cemitério reformado dedicado aos soldados do Exército Vermelho, cumprindo uma promessa ao presidente russo Vladimir Putin. A cerimônia ocorreu há menos de três semanas, em Michalovce, leste do país.
O local abriga os restos de mais de 17.000 soldados soviéticos. Michalovce fica a cerca de 360 quilômetros de Bratislava, capital, e é a maior necrópole desse tipo no país, que foi liberado majoritariamente pelo Exército Soviético após a Segunda Guerra Mundial.
O cemitério é parte de uma homenagem a uma era histórica e reflete a relação entre a Eslováquia, a Rússia e as mudanças geopolíticas desde o fim da Guerra Fria. A obra reforça a memória de uma libertação que moldou a região.
Contexto e relevância
A cerimônia ocorre em meio a debates sobre memória histórica e laços entre antigos adversários da Guerra Fria. A reforma do cemitério, segundo autoridades locais, visa preservar o local para gerações futuras.
O país é hoje membro da NATO e da União Europeia. A ação de Fico é vista como um gesto de reconhecimento a um capítulo decisivo do passado europeu, sem implicar posicionamentos políticos adicionais no momento.
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