O fenômeno conhecido como cúpula de calor elevou as temperaturas de forma abrupta na Europa Ocidental, com registro de calor extremo no Reino Unido, na Irlanda e na Espanha. A massa de ar quente, que chega do norte da África, ficou aprisionada sob um sistema de alta pressão, ampliando o impacto climático na região.
Quatro autoridades destacam o alcance dos efeitos: o governo da França confirmou pelo menos sete mortes associadas à onda de calor, incluindo afogamentos, à medida que pessoas vão às praias para se refrescar. Em Paris, fãs de tênis enfrentaram 33°C no torneio de Roland Garros.
No Reino Unido, o Met Office registrou 34,8°C nos Jardins de Kew, sudoeste de Londres, superando o recorde anterior em dois graus. O serviço meteorológico também prevê queda de temperaturas no fim da semana. Greg Dewhurst aponta que o aquecimento extremo pode indicar o “novo normal”.
A Irlanda também reportou recordes proporcionais: duas estações marcaram 28,8°C em maio. Em Paris, o calor no país coincide com atividades ao ar livre, incluindo eventos esportivos sob temperatura elevada. Outros países vizinhos acompanham o agravamento das condições climáticas.
Na Espanha, a Aemet alerta para temperaturas extraordinárias em todo o território, com exceção das Ilhas Canárias. O aviso vale para a semana, incluindo noites tropicais na região sudoeste, com máximas entre 36°C e 38°C de quarta a sexta-feira. O fenômeno é apontado como parte de mudanças climáticas globais.
Dados da NOAA indicam que a Europa tem registrado o aquecimento mais rápido desde 1990, com ampliação de eventos extremos. Cientistas sinalizam que atividades humanas intensificam ondas de calor, secas e enchentes, contribuindo para padrões climáticos mais severos.
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