Iranianos se reconectaram à internet após 88 dias de apagão, em meio a Guerra com EUA e Israel. O governo iraniano ordenou a reabertura do acesso internacional, após interrupção prolongada que impactou empresas e a comunicação com o exterior. A mídia estatal citou autoridades do governo como responsável pela decisão.
O apagão começou em 8 de janeiro, para conter protestos internos, segundo organizações de direitos humanos. As conexões foram restabelecidas gradualmente em fevereiro, mas novo bloqueio ocorreu com o início dos ataques dos EUA e de Israel contra o Irã em 28 de fevereiro. O processo de restabelecimento total variou entre regiões, podendo levar horas ou dias.
Fatores envolvidos apontam para impactos econômicos e de liberdade de expressão. Empresas que dependem de redes sociais enfrentaram perdas, segundo relatos de empresários iranianos. Um programador remunerou pela dificuldade de manter operações por meio de plataformas como Instagram e Telegram durante o isolamento.
Reconexão e perspectivas
Analistas destacam que o restabelecimento da rede facilita a comunicação com o exterior e pode influenciar a economia local. O ministro das Comunicações do Irã afirmou que o povo merece acesso livre à informação e que a restauração busca estabilidade na comunicação. Autoridades ressaltaram o esforço para equilibrar segurança e conectividade.
NetBlocks informou que o ritmo de restabelecimento variou por províncias, com restauração potencialmente demorada em algumas regiões. O jornalista que acompanhou a repercussão descreveu celebração entre usuários ao receber notificações de aplicações de mensagens. O governo reiterou o compromisso com a reabertura e com a normalização das comunicações.
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