O assessor-chefe da Assessoria Especial da Presidência, Celso Amorim, reagiu a uma decisão dos EUA que classificou o PCC e o CV como organizações terroristas. Ele afirmou que o movimento não pode servir de pretexto para intervenção externa no Brasil.
Rubio anunciou a designação oficial, válida a partir de 5 de junho. O secretário de Estado norte-americano destacou a violência das organizações e a abrangência de suas atividades na região. O governo americano promete esforços para impedir financiamento aos grupos.
O governo brasileiro, chefiado por Lula, é contrário à medida. O encontro entre Lula e Trump, em maio, teve como objetivo discutir desdobramentos de políticas de segurança e desarmamento de medidas que afetem o Brasil.
Nesta terça, Flávio Bolsonaro, senador e pré-candidato, reuniu-se com Trump e pediu a classificação pretendida para as duas organizações. Segundo a representação dos EUA, a decisão do Departamento de Estado veio dois dias após esse encontro.
Reações e contexto
A posição de Amorim enfatizou que a cooperação internacional é útil para questões como lavagem de dinheiro e contrabando de armas, desde que não haja justificativa para ações de intervenção. O tema envolve segurança pública e desenvolvimento socioeconômico no Brasil.
O embate político ocorre em meio a tensões entre o governo brasileiro e a Casa Branca, com impactos diplomáticos e de segurança interna. A designação, se efetivada, pode influenciar políticas de cooperação, financiamento e combate ao crime transnacional.
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