Diplomatas brasileiros veem a classificação de facções criminosas brasileiras como terroristas pelos EUA como um movimento que reflete a influência do bolsonarismo sobre a política externa americana. Fontes do Itamaraty afirmam que o gesto é interpretado como vitória política de aliados do chamado bolsão bolsonarista.
A designação foi anunciada dias após encontro entre Flávio Bolsonaro e Donald Trump na Casa Branca, quando também houve reunião entre o senador e o secretário de Estado, Marco Rubio. A percepção entre diplomatas é de que houve uma pressão para a medida.
Segundo relatos, Paulo Figueiredo, aliado de Flávio, apresentou dados sobre a criminalidade brasileira a Trump. Uma fonte diz que Trump ficou impressionado com um dado sobre áreas dominadas por facções, embora não haja confirmação independente da estatística.
O governo Lula contesta a classificação, argumentando que ela pode ampliar intervenções externas no sistema financeiro do Brasil e afetar soberania. O tema é visto com preocupação pela gestão brasileira, que busca evitar medidas que agravem tensões com Washington.
Em reunião entre Lula e Trump, em Washington, Lula entregou um documento contra a designação. Os dois concordaram em criar um grupo de trabalho para cooperação no combate ao crime organizado e ao crime transnacional, com foco na troca de inteligência.
Entre diplomatas, há consenso de que o clima político favoreceu a adoção da classificação. Ainda assim, a avaliação é de que o caso envolve dinâmicas internas de Brasília e de Washington, com impactos na imagem externa de ambos os governos.
Fontes destacam que, no momento, o tema divide analistas sobre consequências para relações diplomáticas futuras, especialmente no âmbito financeiro e de cooperação em segurança. A CNN Brasil acompanha o desdobramento com apuração contínua.
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